Olha quem fala...

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Salvador, Bahia, Brazil
Brasileiro. 20 anos. Nascido e criado em Salvador, Bahia. Filho de Paulo e Valdete. Tem cabelos pretos que, quando compridos, formam cachos. Pele morena. Tem por volta de 80 kg. Não tem certeza quanto à estatura, mas acha que está entre 1,68 e 1,70. Cursa Engenharia Elétrica no IFBA. Fala demais e dessa forma costuma esconder o que realmente quer dizer. Escreve por diversão, ou para extravasar. Tem medo de ser considerado arrogante ou convencido. É pessimista, mas está tentando mudar isso. Não usa nenhum tipo de droga, não bebe nem fuma. É vegetariano. Gosta de temas policiais, suspense e romance. Ele é besta.

segunda-feira, 27 de junho de 2011

Paradoxo da Proximidade

Eu não estou acostumado com isso. As coisas sempre me pareceram hostis, sempre mostrando uma forma de me por contra a parede. Meus textos refletem isso, eu sempre falo de uma espécie de duelo que a minha vida insiste em colocar na minha frente. Mas agora as coisas começam a mudar.
De certa forma, claro, são outros desafios, começo a vê-los agora. Mas é algo tão reconfortante que eu tenho medo que me escape pelos dedos. Que escape e a vida volte a dizer "bem vindo ao mundo hostil que você conheceu". Conheceu e aprendeu a viver.
Momentos que preferia congelados, imagens que nunca imaginei. Sou eu mesmo ali? É estranho, mas me faz querer seguir, um passo de cada vez, tenho medo de tropeçar e cair no abismo. Cheguei na corda bamba, o gelo parece ter ficado para trás. E é ai que surge o paradoxo da proximidade.
Quanto mais me aproximo do outro extremo, mais tenho medo de que tudo se esvaia. E ai eu me seguro forte, me aproximo mais. Mas o medo novamente ataca, tenho medo de sufocar e deixar morrer justamente pelo medo de que se esvaia. E sufocar tudo em volta, de incomodar tudo em volta com meus medos.
Por isso existe este blog, entre outras coisas, para escutar meus medos.

SIM! Eu ainda escrevo! Fim de semestre me jantando e as coisas tem estado tão corridas que mal tenho inspiração. Hoje comi feijão sem sal.

segunda-feira, 25 de abril de 2011

Sol

Não é de hoje que percebo o quanto eu me retraio quando deveria me soltar. Sinto-me como se estivesse amarrado, como se uma âncora me puxasse para trás. Vícios de ação antigos acabaram por prejudicar minhas atitudes hoje.
Eu tenho uma personalidade que engana as pessoas. Na verdade, creio que é mais um vício. Quando me conhecem, as pessoas acham que conhecem tudo de mim, o que não é verdade. É como se eu corresse a favor do Sol e quem visse, não conseguisse me enxergar de todo. E, confiando no que vê, a pessoa crê que aquilo que viu é o bastante. Mas aquele não sou eu de todo.
O resumo desse pequeno texto é que eu tenho que rever como me vêem. Não se trata de mudar por causa do mundo, mas sim de ser mais natural com um outro lado meu.

!@#$, Murilo! Passa tanto tempo sem escrever pra vir e dizer só isso?! Mas pelo menos é um retorno

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

You're a canary, I'm a coalmine

Eu sou uma pedra. Pedras são antigas, muito viram e pouco as abala. Pedras ficam muito tempo meditando em si mesmas, paradas, enquanto tudo se move. Frio ou fogo, nada as fende e lá elas permanecem. São indiferentes à escuridão e tudo o que sonham está em movimento.
E eis que surge a luz. Um sorriso luminoso capaz de fender os céus. as como é possível que outros não enxerguem? Olhos para ver a alma, olhar profundo mas vivo. Mesmo assim, querem escurecer tudo a sua volta, tentando apagar o esplendor da luz. Ingênuos, pois é na escuridão que a luz se fortalece.
Ora, a luz é a mais nobre, a que se move quando quer. Pedra, como sou, não posso alcançar, jovem e bela é a luz. Deve ser livre, não imóvel como eu, rocha sólida e antiga. Os anos a tornarão mais bela, e ainda assim, sem pena eles passarão por mim. Tudo o que posso fazer é ver, contemplar, e ao futuro pertence as decisões. As pedras conhecem a força do tempo que as marca. E ao futuro pertence o esplendor da luz.
E eu imóvel sonho com a luz, com sua beleza e liberdade. E a mim resta ver o tempo passar.