Olha quem fala...

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Salvador, Bahia, Brazil
Brasileiro. 20 anos. Nascido e criado em Salvador, Bahia. Filho de Paulo e Valdete. Tem cabelos pretos que, quando compridos, formam cachos. Pele morena. Tem por volta de 80 kg. Não tem certeza quanto à estatura, mas acha que está entre 1,68 e 1,70. Cursa Engenharia Elétrica no IFBA. Fala demais e dessa forma costuma esconder o que realmente quer dizer. Escreve por diversão, ou para extravasar. Tem medo de ser considerado arrogante ou convencido. É pessimista, mas está tentando mudar isso. Não usa nenhum tipo de droga, não bebe nem fuma. É vegetariano. Gosta de temas policiais, suspense e romance. Ele é besta.

domingo, 9 de maio de 2010

Let The Flames Begin!

Eu refleti muito. Esse é meu mal. Pensar me faz humano mas tudo isso é mto paradoxal. Eu não sei ao certo, não sei mesmo o que deveria ser de mim se não pensasse sobre tudo, sobre as pessoas, fatos e tudo mais. De certo este blog não existiria, mas o que é que me faz seguir? Eu penso, e por mais que eu pense, eu nunca ajo. O pensar me faz cada dia mais lento e o não pensar não faz parte da minha natureza. Eu reflito sobre tudo que me acomete, tudo mesmo. Inclusive, recentemente, tenho refletido bastante sobre alguns fatos.
Tive uma conversa recentemente que me deixou imerso em pensamentos, na verdade, me afogando neles. A princípio deveria ser uma conversa normal, esperada até. Sabia que a contraparte da conversa não estava na mesma situação que eu, sabia exatamente que aquela conversa chegaria um dia, e vinha me preparando cada dia pra isso. Mas esperar por fatos não os tornam menos chocantes.
E hoje, dia das mães, quando chego em casa, vejo meu pai às voltas no telefone ligando pra Oi, pra reclamar de uma ligação estranha, pra Brasília, que ele alegava que ninguém tinha feito. Foi então que eu disse que eu é quem tinha ligado. Então tudo voltou à minha mente como uma avalanche, fatos chegaram de uma vez, como uma cascata, até que a pedra que corria nestas águas caiu sobre mim novamente. E eu, como bom apreciador de fatos, senti aquilo tudo me tomar novamente, a emoção dos fatos veio como uma bomba. Olhei pra conta e sorri pra mim.
Foi como se tivesse entrado em uma máquina do tempo, onde o tempo corria progressivamente para trás e para frente, como que ninando para dormir. Mas na verdade tudo me deixava mais acordado, memórias de dias que passaram há muito, de dias que passaram a pouco e tudo isso fazia sentido e conexão. Foi quando percebi a fragilidade de tudo isso. Frágil como gelo fino.
Percebi que pisei muito forte no gelo e que estava me afogando. E que agora que voltei à tona, tinha duas escolhas: voltar para onde começei a caminhada e fingir que tudo isso na verdade nunca aconteceu ou seguir em frente, mesmo sabendo que praticamente todas as opções haviam acabado e as chances de sucesso, desaparecido. E esta foi a meditação que me tomou. Cheguei a olhar para trás e dar um passo, pensando em tudo, que tudo tinha sido um erro e que fui até ali para me afogar. Foi quando vi o quanto tinha andado. Nunca havia andado tanto, até para chances mais palpáveis, coisas que seriam mais reais. Mas estava ali, muito além de onde havia parado outras vezes, vezes em que, com medo, preferi voltar pois tinha medo do que poderia acontecer a partir dali. Mas algo me confortava dessa vez, estranhamente me confortava. Os fatos vinham um a um, batendo sobre mim, mas mesmo assim eu continuei lutando contra meus monstros presos sob o gelo. Foi quando vi uma fagulha.
Havia uma fagulha de esperança. Algo que, por mais que eu tivesse tentando voltar, ainda estava ali, viva. Ridículo pensar assim, talvez, mas lá estava ela, contra tudo. E hoje, vendo o que vi, vendo o passado novamente, percebi que por mais que nada daquilo chegasse a algum lugar, teria valido à pena. Se essa fagulha vai apagar ou não, não sei, mas decidi que não iria deixar isso passar.
E hoje li uma frase de uma música muito bonita, que resume bastante tudo isso.

Let The Flames Begin
Paramore


Composição: Hayley Williams / Josh Farro


What a shame we all became such fragile broken things
A memory remains
Just a tiny spark
I give it all my oxygen
To let the flames begin, so let the flames begin
Oh glory, oh glory


This is how we'll dance when
When they try to take us down
This is what will be (oh glory)

Somewhere weakness is our strength
And I'll die searching for it.
Can't let myself regret
Such selfishness
My pain and oh the trouble caused
No matter how long.
I believe that there's hope
Buried beneath it all
And hiding beneath it all and
Growing beneath it all.

This is how we'll dance when
When they try to take us down
This is how we'll sing (oh)
This is how we'll stand when
When they burn our houses down
This is what will be oh glory.

Reaching as I sink down into light. (2x)

This is how we'll dance when
When they try to take us down
This is how we'll sing (oh)
This is how we'll stand when
When they burn our houses down
This is what will be oh glory.


Creio que este tenha sido o maior texto que já escrevi aqui. Mais confuso, talvez, mas espero que a mensagem tenha sido passada. FELIZ DIA DAS MÃES (?) UHSAUHUHSA

3 idéias:

Mandy Carvalho disse...

Essa música do Paramore é mesmo muito boa, e... Bem, não sei o que dizer sobre seu post... Ele foi pesado e... Profundo.

Ana Paula disse...

Pensar muito sobre as coisas é bom.
Que você pense bastante e que descubra o melhor a fazer...=)

Deds disse...

^^# Mesmo que as coisas não saiam como queremos ou como previsto o melhor a se fazer é continuar andando... ou nadando =D