Olha quem fala...

Minha foto
Salvador, Bahia, Brazil
Brasileiro. 20 anos. Nascido e criado em Salvador, Bahia. Filho de Paulo e Valdete. Tem cabelos pretos que, quando compridos, formam cachos. Pele morena. Tem por volta de 80 kg. Não tem certeza quanto à estatura, mas acha que está entre 1,68 e 1,70. Cursa Engenharia Elétrica no IFBA. Fala demais e dessa forma costuma esconder o que realmente quer dizer. Escreve por diversão, ou para extravasar. Tem medo de ser considerado arrogante ou convencido. É pessimista, mas está tentando mudar isso. Não usa nenhum tipo de droga, não bebe nem fuma. É vegetariano. Gosta de temas policiais, suspense e romance. Ele é besta.

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Gelo Fino

Quando tudo parece dar certo, será que está errado? O pior é quando a desconfiança aparece por uma palavra. O que está realmente certo? E o tempo, ele realmente importa? O que será que acontece, ou acontecerá? Tudo me parece incerto, mas em todo lugar que eu piso, encontro gelo fino. Prestes a romper. Fino talvez para ser rompido, mas os cortes causados por ele podem ser profundos.
Devo continuar com tudo isso? É a emoção que manda. Que ironia, passei quase toda a minha vida guiando-me racionalmente, usando a lógica, probabilidades, chances, erros. Agora me deparo em um mundo novo, em que cada passo é uma surpresa e uma aventura. Tudo isso em direção não a algo, mas a alguém. Se fosse algo, esta coisa talvez fosse imóvel, mas como é uma pessoa, ela pode correr, escapar. Escapar na mente é o que mais me aterroriza. Escapando na mente, não há corpo que alcance. Ainda pior quando não escapa nem na mente nem no corpo, mas no coração. Escapar, fugir, e correr atrás, tudo isso sobre gelo fino.
Pode até parecer bonito, mas o que vejo através do piso me causa medo. São coisas há muito escondidas, coisas que achei não existirem mais. Mas elas estão ali, olhando-me, espreitando através do gelo, para que finalmente possam se vingar de quem os aprisionou ali, eu. Estes são os sentimentos, os sentimentos claros, espontâneos, tanto luminosos, os quais compreensíveis, como os obscuros, estes mais complexos.
Vejo tudo por esse prisma de gelo, tão fino que talvez, tudo que ele consiga seja me machucar. Mas o mais estranho é que algo me anima a continuar. Continuarei até ver a beira do precipício, ou para, surpreso, encontrar uma corda bamba atravessando o abismo. O gelo fino é só a primeira provação.
Texto bem abstrato, mas é o que estou sentindo. Soooooooooono!

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

formspring.me

Pronto! Pode perguntar! http://formspring.me/murilosx

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Fogos de Artifício

Qual a utilidade de olhar os fogos de artifício? Nós saímos, vemos os fogos e naquele momento ficamos maravilhados com as luzes. É tudo tão rápido, efêmero, e a gente sabe que um momento vai acabar. O interessante é que, mesmo sabendo que aquele momento vai acabar, estamos ali e nos emocionamos naquele pequeno intervalo.
Enfim, o que nos leva a insistir nas coisas efêmeras? Creio que a resposta para essa pergunta é a seguinte: Temos a esperança de que aquele momento efêmero dure para sempre. Esperamos que o tempo congele ali, e que aquela alegria se espalhe para todas as coisas da vida. Acho que é por isso que olhamos os fogos, para que aquela imagem fique gravada em nossa memória, como um momento bom, sendo assim eternizada.
Mas isso ainda não responde a pergunta inicial. Qual a utilidade? Não sei se há uma utilidade real, palpável, talvez o leitor consiga enxergar alguma, mas a razão filosófica está ai. O que eu acho é que devemos mesmo olhar os fogos, mesmo que depois fiquemos saudosos, pensando se aquele momento não poderia durar mais. Pelo menos ele foi vivido e sua imagem foi eternizada. Não deixe de viver um momento só porque sabe que ele vai terminar. Será que sabe mesmo?
Estou meio filosófico recentemente. Acho que colocaram alguma coisa na minha água!

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Garimpo

Essa é uma analogia muito comum. As pessoas são como pedras preciosas. Mas hoje, divgando com Renata, acabei chegando a algumas conclusões quanto a isso.
Vejamos o garimpo. Boooa, Murilo! Voltando a sua mania de classificar tudo e aos exemplos esdrúxulos! Assim como um garimpeiro, buscamos a vida toda por uma pedra preciosa, que vai mudar nossa vida. Entretanto, a maior parte da vida, tudo que vemos é areia, impurezas, coisas que não valem o material que são feitas. Mas é ali, em meio a podridão, que a pedra que vai mudar nossa vida está escondida. Podemos peneirar, colocar na corrente, tudo mais, mas somente após muito esforço encontra-se a bendita pedra. Alguns têm muita sorte, encontram de cara, mas outros levam a vida toda e jamais encontram, mais por não terem enxergado a pedra que estava ali, bem diante dos olhos. As vezes são muitas pedras que vão fazer nosso futuro, outras vezes apenas uma pedra muda totalmente nossa vida
Isso é exatamente o que fazemos com as pessoas e com os sonhos. Muitas pessoas passam, algumas até se apegam, mas poucas pessoas vão mudar verdadeiramente nossa vida. Cabe a nós ter olhos atentos, olhos para ver o que é verdadeiramente de valor ou o que é ouro de tolo, que não nos leva a lugar algum. Mas, assim como o garimpeiro, sempre buscamos algo. O homem que abandona o garimpo, morre por dentro, definha. Não devemos parar de sonhar, nem de procurar pessoas que mudem nossas vidas. Mas, devemos fazê-lo inconscientemente. Não adianta procurar se vamos encontrar somente quando menos esperarmos.

Informação importante para viver: Azeitonas não nascem recheadas no pé.