Olha quem fala...

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Salvador, Bahia, Brazil
Brasileiro. 20 anos. Nascido e criado em Salvador, Bahia. Filho de Paulo e Valdete. Tem cabelos pretos que, quando compridos, formam cachos. Pele morena. Tem por volta de 80 kg. Não tem certeza quanto à estatura, mas acha que está entre 1,68 e 1,70. Cursa Engenharia Elétrica no IFBA. Fala demais e dessa forma costuma esconder o que realmente quer dizer. Escreve por diversão, ou para extravasar. Tem medo de ser considerado arrogante ou convencido. É pessimista, mas está tentando mudar isso. Não usa nenhum tipo de droga, não bebe nem fuma. É vegetariano. Gosta de temas policiais, suspense e romance. Ele é besta.

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Ciclo

And here we go again. Sinto como se o ciclo tivesse começado novamente. Novo ambiente, novas pessoas. Será que toda vez que me deparo com algo novo tenho que tentar me confortar, buscar refúgio em uma idéia? Por que eu teimo em reiniciar este ciclo, sendo que todas as vezes que este inicia, eu termino no mesmo lugar.
Na física, existe uma diferença conceitual interessante, que é a diferença entre espaço percorrido e deslocamento. Em um ciclo, não há deslocamento, pois você sempre retorna para o ponto de partida, entretanto isto não quer dizer que você não tenha se movimentado, ou percorrido uma distância. Na vida, vemos que por mais que a gente reinicie ciclos, estamos sempre mais experientes no próximo do que no anterior. Se passamos por alguma situação, quando nos depararmos com ela novamente, saberemos reagir. Ou não.
Talvez leve alguns ciclos para compreender o que ele realmente quer dizer para mim. Estou sempre correndo em círculos, ou atrás da cauda. Quando parar, só eu estarei cansado e nada mudará em volta. Mas quando compreender o seu sentido, poderei ser livre, me libertar desta maldita cadeia.
Sinto como se tivesse percorrido um longo caminho, mas quando olho para o lado, vejo que nada mudou  no ambiente: voltei para o mesmo lugar. Quem acompanha meus textos pode perceber que as vezes eu me repito. Mas cada vez que ele reinicia, sinto que pode dar certo, mas aquela vaga consciência me diz "você vai errar tudo de novo?!". E eu continuo. Eu continuo a errar, até perceber onde estou errando, ou se sou eu o errado. E as vezes, um sorriso ou algo mais simples pode fazer com que o ciclo se inicie.
Talvez seja o gelo se quebrando sobre a minha cabeça, me fazendo caminhar novamente sobre ele. Ou a natureza, tentando desesperadamente suprir aquele vazio, o vácuo. Mas eu sempre sigo em frente. Ou em círculos.

"Olá, Murilo! Eu sou sua consciência. Você definitivamente enlouqueceu. Agora vá ver TV, jante e durma!"

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Vácuo

Os antigos gregos diziam que a natureza tem horror ao vácuo. Todavia, eu sou a prova do contrário.
Os filósofos da Grécia diziam que a natureza luta com tudo o que tem contra o vácuo. Se algum corpo se move no ar, o próprio ar ocuparia o espaço que ficou para trás, impedindo a existência do vácuo e também impulsionando este projétil.
Algumas crenças e tratados científicos mostram que o pensamento ocupa espaço e tem massa, pequena o suficiente para ser desprezível. Desta maneira, quando nos preenchemos de algum sentimento, estamos ocupando algum espaço. Realizações, pequenas ou grandes, trazem um sentimento de preenchimento.
Muito tempo em minha vida acreditei que precisava me preencher de algum sentimento, ocupar minha mente com algum objetivo. Com isso, eu buscava incessantemente o sentimento que me completasse, o que sempre, invariavelmente, acabava dando errado. Não adianta tentar buscar sozinho algo que deve ser construído em conjunto. Desta forma, o vácuo persistia.
No começo, minha natureza lutou fortemente contra este vácuo. De fato era dolorido, ser o único vazio enquanto todos em volta estavam conseguindo se preencher. Agora que isto se tornou um fato, eu sou o último que restou, eu não sinto tanto pesar quanto antes. Sigo minha vida, vivo bem e ocupo minha mente com muitas outras preocupações. Mas o vácuo está ali e sinto que ele durará por muito tempo. Para sempre talvez. Espero que um dia eu leia estas linhas e diga "meu Deus, como eu era idiota". Mas agora é assim que me sinto. Não adianta tentar fugir disso. Talvez o gelo tenha cobrido tudo, quem sabe, mas o vácuo continua, mesmo que a natureza lute, creio que esta está cansando de perder.
E assim, este vácuo continua a desafiar os gregos.

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Reciprocidade

A reciprocidade não é um evento comum. Na verdade, é bastante raro, se você parar pra pensar. Se você gosta de alguém ou coisa do tipo, qual é a probabilidade no universo de que esta mesma pessoa esteja gostando de você? Parando para pensar, quem conseguiu tal feito é uma pessoa de sorte. É praticamente um evento sincronístico, em que a força do pensamento atrai o evento.
Vamos pensar no planeta Terra. O planeta tem 6,5 bilhões de habitantes, sendo que, no mundo atual, as preferências sexuais já não interferem de forma determinante nas estatísticas da formação de casais, já que nunca se sabe se aquela garota que você resolveu ficar afim, está afim de outra garota, ou o contrário, se você, garota, gosta de um garoto, quais são as chances de ele estar afim de seu amigo? Mas vamos voltar às possibilidades. Se você gosta de uma pessoa, as chances de ela gostar de você também, são, no plano terrestre, uma em 6.499.999.999, claro, se o(a) maníaco(a) não for narcisista. Este é o cenário mais grotesco, em que todo o planeta se conhece, mas não deixa de ser um cenário a se pensar. É claro, outros fatores devem ser considerados, mas a chance está ai, para quem quiser pensar sobre isso.
Para reduzir a probabilidade a valores mais palpáveis, experimente usar o cartório orkut. Entre no profile da pessoa que você gosta e calcule chance de ela estar gostando também de você. É simples, divida 1 pelo número de amigos que esta pessoa tem. Quanto mais perto de zero, menores as suas chances. É uma probabilidade matemática fria, claro, isso desconsidera completamente a sedução, o jogo entre as pessoas e tudo mais.
Então, toda vez que você pensar que está gostando de alguém, pense na probabilidade de isso ser recíproco. eu sempre penso nessas possibilidades. Desta forma você percebe que não tem autoridade nenhuma sobre os sentimentos de alguém. Se não gostar de você, paciência, você é só 0,0017 de probabilidade, por exemplo. Em certos casos, a probabilidade é menor do que a de você morrer de um ataque cardíaco ou câncer. Pense nisso na próxima vez que se irritar por que o seu sentimento não é recíproco.

Eras sem postar, mas está ai, Deep Outside Revival! Depois deste texto, é hora de fazer um check up cardíaco ou verificar se não tem câncer.

domingo, 9 de maio de 2010

Let The Flames Begin!

Eu refleti muito. Esse é meu mal. Pensar me faz humano mas tudo isso é mto paradoxal. Eu não sei ao certo, não sei mesmo o que deveria ser de mim se não pensasse sobre tudo, sobre as pessoas, fatos e tudo mais. De certo este blog não existiria, mas o que é que me faz seguir? Eu penso, e por mais que eu pense, eu nunca ajo. O pensar me faz cada dia mais lento e o não pensar não faz parte da minha natureza. Eu reflito sobre tudo que me acomete, tudo mesmo. Inclusive, recentemente, tenho refletido bastante sobre alguns fatos.
Tive uma conversa recentemente que me deixou imerso em pensamentos, na verdade, me afogando neles. A princípio deveria ser uma conversa normal, esperada até. Sabia que a contraparte da conversa não estava na mesma situação que eu, sabia exatamente que aquela conversa chegaria um dia, e vinha me preparando cada dia pra isso. Mas esperar por fatos não os tornam menos chocantes.
E hoje, dia das mães, quando chego em casa, vejo meu pai às voltas no telefone ligando pra Oi, pra reclamar de uma ligação estranha, pra Brasília, que ele alegava que ninguém tinha feito. Foi então que eu disse que eu é quem tinha ligado. Então tudo voltou à minha mente como uma avalanche, fatos chegaram de uma vez, como uma cascata, até que a pedra que corria nestas águas caiu sobre mim novamente. E eu, como bom apreciador de fatos, senti aquilo tudo me tomar novamente, a emoção dos fatos veio como uma bomba. Olhei pra conta e sorri pra mim.
Foi como se tivesse entrado em uma máquina do tempo, onde o tempo corria progressivamente para trás e para frente, como que ninando para dormir. Mas na verdade tudo me deixava mais acordado, memórias de dias que passaram há muito, de dias que passaram a pouco e tudo isso fazia sentido e conexão. Foi quando percebi a fragilidade de tudo isso. Frágil como gelo fino.
Percebi que pisei muito forte no gelo e que estava me afogando. E que agora que voltei à tona, tinha duas escolhas: voltar para onde começei a caminhada e fingir que tudo isso na verdade nunca aconteceu ou seguir em frente, mesmo sabendo que praticamente todas as opções haviam acabado e as chances de sucesso, desaparecido. E esta foi a meditação que me tomou. Cheguei a olhar para trás e dar um passo, pensando em tudo, que tudo tinha sido um erro e que fui até ali para me afogar. Foi quando vi o quanto tinha andado. Nunca havia andado tanto, até para chances mais palpáveis, coisas que seriam mais reais. Mas estava ali, muito além de onde havia parado outras vezes, vezes em que, com medo, preferi voltar pois tinha medo do que poderia acontecer a partir dali. Mas algo me confortava dessa vez, estranhamente me confortava. Os fatos vinham um a um, batendo sobre mim, mas mesmo assim eu continuei lutando contra meus monstros presos sob o gelo. Foi quando vi uma fagulha.
Havia uma fagulha de esperança. Algo que, por mais que eu tivesse tentando voltar, ainda estava ali, viva. Ridículo pensar assim, talvez, mas lá estava ela, contra tudo. E hoje, vendo o que vi, vendo o passado novamente, percebi que por mais que nada daquilo chegasse a algum lugar, teria valido à pena. Se essa fagulha vai apagar ou não, não sei, mas decidi que não iria deixar isso passar.
E hoje li uma frase de uma música muito bonita, que resume bastante tudo isso.

Let The Flames Begin
Paramore


Composição: Hayley Williams / Josh Farro


What a shame we all became such fragile broken things
A memory remains
Just a tiny spark
I give it all my oxygen
To let the flames begin, so let the flames begin
Oh glory, oh glory


This is how we'll dance when
When they try to take us down
This is what will be (oh glory)

Somewhere weakness is our strength
And I'll die searching for it.
Can't let myself regret
Such selfishness
My pain and oh the trouble caused
No matter how long.
I believe that there's hope
Buried beneath it all
And hiding beneath it all and
Growing beneath it all.

This is how we'll dance when
When they try to take us down
This is how we'll sing (oh)
This is how we'll stand when
When they burn our houses down
This is what will be oh glory.

Reaching as I sink down into light. (2x)

This is how we'll dance when
When they try to take us down
This is how we'll sing (oh)
This is how we'll stand when
When they burn our houses down
This is what will be oh glory.


Creio que este tenha sido o maior texto que já escrevi aqui. Mais confuso, talvez, mas espero que a mensagem tenha sido passada. FELIZ DIA DAS MÃES (?) UHSAUHUHSA

domingo, 11 de abril de 2010

Pontos de Vista

A realidade é algo subjetivo. O que é real pra mim? O que é real para você? Não sei, posso jamais entender o ponto de vista de outra pessoa, mas o que impele a prosseguir é essa diferença de pontos de vista.
Dizem que contra fatos não há argumentos. Mas há. Se existe um fato, ele pode ser questionado. Não existe fato que não possa ser questionado de alguma forma. E então voltamos àquela fraser clássica: Tudo depende do referencial adotado. Se pudessemos trocar de ponto de vista por um segundo, talvez pudessemos ver um mundo completamente diferente.
E se nesse momento eu estivesse no lugar do leitor? O que eu pensaria sobre o autor dessas linhas? Se um autor pensa dessa forma, como ele saberá o que sente o leitor enquanto lê este texto? Talvez eu enxergasse as mesmas linhas de formas completamente diferentes. Não vivi as mesmas experiências, não respirei o mesmo ar que o seu, leitor. O que me dá o direito de imaginar que saberia o que você sente?
Ontem, enquanto ia encontrar Tedão pra ensaiar, tocava uma música no rádio, que falava sobre "olhar o mundo junto com você", algo do tipo, Paulinho Moska. Começei a imaginar como cada uma das pessoas queridas enxergavam o mundo naquele momento. Eu estava naquele ônibus filosofando, balançando de um lado pra o outro, abraçado com o baixo, imaginando o mundo. Era um dia chuvoso e eu pensava nisso olhando as obras na cidade. Você talvez estivesse em uma sala, tavez em frente ao computador, sei lá, muitas pessoas podem ler isso e estar em momentos diferentes, mas acho que é isso que chamam de realidade: As múltiplas variáveis de um mesmo fato. As muitas pessoas, os muitos fatos. Muitos quilômetros, poucos centímetros, mas todos vivendo. Todos vivendo suas vidas, fazendo eu parte delas ou não. O mundo é grande, maior ainda quando você pensa quantos pontos de vista o mundo pode ter.
Será que um dia saberei o que pensa você, leitor? Não, creio que não quero isso. Já me basta entender, sem questionar.
Como disse Lopes em sábias palavras: Pra que a maconha? Dá pra ficar doidão sem nada.

segunda-feira, 22 de março de 2010

Vocabulário

Um dicionário é um livro imenso. Muitas palavras que nele estão mal são utilizadas na vida normal, mas mesmo assim elas estão lá, presentes. Algumas não têm motivos para serem utilizadas, mas outras têm motivos para não serem utilizadas. Cada um tem o seu próprio dicionário, as palavras que usa, os significados delas para você.
Pessoas que convivem comigo percebem que eu tenho um certo tabu para falar algumas palavras. Os motivos que me levaram a isso estão no passado, ligados a erros que eu cometi e a falhas que vejo nas pessoas ao utilizar estas palavras sem critério. Chega a ser feia e banal a forma que estas palavras são utilizadas. Vejo-as sendo lançadas desenfreadamente e deliberadamente, e isso me traz à memória as palavras que minha mãe sempre repete e que eu sei que o que dizem é verdade: "As palavras têm poder". Em pensamento elas são poderosas, mas uma vez ditas, agem como magia.
Não me sentia preparado o suficiente para dizer esse tipo de coisa, é como se houvesse pré-requisito para a sua utilização - por mais que para algumas pessoas isso não exista. Coisas de Murilo. Em verdade, consigo sim dizer estas palavras, entretanto não quando falo de mim. Escrevi textos sobre elas, as utilizando, mas jamais na forma reflexiva.
Amigos meus já me disseram pra abandonar estas coisas do passado, que o momento que vivo é muito diferente daquele e que elas merecem ser usadas. Verdade, por isso estou escrevendo este texto. Ainda vai ser difícil me ver falar pessoalmente essas palavras, mas aqui pretendo dar um começo. As palavras são todos e quaisquer derivados de uma só palavra: amor.

Boooa Murilo, tanta viadagem só pra dizer isso? To comendo feijão com azeite de oliva HAHAHAHA!

Mudar

Acordei com vontade de mudar. De melhorar, sabe? Emagrecer, me dar bem na faculdade, estar e falar com quem gosto, com meus amigos, tudo mais. Quero ser uma pessoa melhor e sei que tenho capacidade. Só preciso de organização.
Li sobre caminhada hoje e fui pro Dique praticar. Pretendo manter meu ritmo, não parar. Quero ser melhor do que sou agora.
Esses dias fiquei orgulhoso de mim mesmo quando consegui fazer as questões de cálculo, faltava motivação. E ela finalmente chegou! Agora sim, sinto-me mais seguro.
Ah sei lá, quero melhorar e só.

Texto curto, desabafo... mas dessa vez é post duplo! HAHAHAHA

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Back to school (not exactly)

É estranho, normalmente as pessoas detestam voltar às aulas. Sei que vou me estressar, que terão aulas completamente abstratas e estranhas - também, pudera, cursar engenharia elétrica dá nisso - mas apesar de tudo, estou gostando muito de voltar. Não sei, férias são boas porque você muda sua vida de alguma forma, sai com os amigos, tem mais tempo pra você mesmo, mas quando eu entro na faculdade sinto que estou fazendo algo para mim, algo que vai me fazer ir em frente.
É bastante interessante rever as pessoas. Os mesmos corredores, as mesmas pessoas. E mesmo assim tudo está diferente. Pessoas que eu imaginava mal lembrarem-se de mim, cumprimentavam-me calorosamente. As pessoas que conheci no começo do curso estavam presentes, sorrindo e conversando. Não me pareciam muito tristes com o retorno as aulas.
É, I'm back to the college!

É, sou estranho.

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Gelo Fino

Quando tudo parece dar certo, será que está errado? O pior é quando a desconfiança aparece por uma palavra. O que está realmente certo? E o tempo, ele realmente importa? O que será que acontece, ou acontecerá? Tudo me parece incerto, mas em todo lugar que eu piso, encontro gelo fino. Prestes a romper. Fino talvez para ser rompido, mas os cortes causados por ele podem ser profundos.
Devo continuar com tudo isso? É a emoção que manda. Que ironia, passei quase toda a minha vida guiando-me racionalmente, usando a lógica, probabilidades, chances, erros. Agora me deparo em um mundo novo, em que cada passo é uma surpresa e uma aventura. Tudo isso em direção não a algo, mas a alguém. Se fosse algo, esta coisa talvez fosse imóvel, mas como é uma pessoa, ela pode correr, escapar. Escapar na mente é o que mais me aterroriza. Escapando na mente, não há corpo que alcance. Ainda pior quando não escapa nem na mente nem no corpo, mas no coração. Escapar, fugir, e correr atrás, tudo isso sobre gelo fino.
Pode até parecer bonito, mas o que vejo através do piso me causa medo. São coisas há muito escondidas, coisas que achei não existirem mais. Mas elas estão ali, olhando-me, espreitando através do gelo, para que finalmente possam se vingar de quem os aprisionou ali, eu. Estes são os sentimentos, os sentimentos claros, espontâneos, tanto luminosos, os quais compreensíveis, como os obscuros, estes mais complexos.
Vejo tudo por esse prisma de gelo, tão fino que talvez, tudo que ele consiga seja me machucar. Mas o mais estranho é que algo me anima a continuar. Continuarei até ver a beira do precipício, ou para, surpreso, encontrar uma corda bamba atravessando o abismo. O gelo fino é só a primeira provação.
Texto bem abstrato, mas é o que estou sentindo. Soooooooooono!

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

formspring.me

Pronto! Pode perguntar! http://formspring.me/murilosx

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Fogos de Artifício

Qual a utilidade de olhar os fogos de artifício? Nós saímos, vemos os fogos e naquele momento ficamos maravilhados com as luzes. É tudo tão rápido, efêmero, e a gente sabe que um momento vai acabar. O interessante é que, mesmo sabendo que aquele momento vai acabar, estamos ali e nos emocionamos naquele pequeno intervalo.
Enfim, o que nos leva a insistir nas coisas efêmeras? Creio que a resposta para essa pergunta é a seguinte: Temos a esperança de que aquele momento efêmero dure para sempre. Esperamos que o tempo congele ali, e que aquela alegria se espalhe para todas as coisas da vida. Acho que é por isso que olhamos os fogos, para que aquela imagem fique gravada em nossa memória, como um momento bom, sendo assim eternizada.
Mas isso ainda não responde a pergunta inicial. Qual a utilidade? Não sei se há uma utilidade real, palpável, talvez o leitor consiga enxergar alguma, mas a razão filosófica está ai. O que eu acho é que devemos mesmo olhar os fogos, mesmo que depois fiquemos saudosos, pensando se aquele momento não poderia durar mais. Pelo menos ele foi vivido e sua imagem foi eternizada. Não deixe de viver um momento só porque sabe que ele vai terminar. Será que sabe mesmo?
Estou meio filosófico recentemente. Acho que colocaram alguma coisa na minha água!

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Garimpo

Essa é uma analogia muito comum. As pessoas são como pedras preciosas. Mas hoje, divgando com Renata, acabei chegando a algumas conclusões quanto a isso.
Vejamos o garimpo. Boooa, Murilo! Voltando a sua mania de classificar tudo e aos exemplos esdrúxulos! Assim como um garimpeiro, buscamos a vida toda por uma pedra preciosa, que vai mudar nossa vida. Entretanto, a maior parte da vida, tudo que vemos é areia, impurezas, coisas que não valem o material que são feitas. Mas é ali, em meio a podridão, que a pedra que vai mudar nossa vida está escondida. Podemos peneirar, colocar na corrente, tudo mais, mas somente após muito esforço encontra-se a bendita pedra. Alguns têm muita sorte, encontram de cara, mas outros levam a vida toda e jamais encontram, mais por não terem enxergado a pedra que estava ali, bem diante dos olhos. As vezes são muitas pedras que vão fazer nosso futuro, outras vezes apenas uma pedra muda totalmente nossa vida
Isso é exatamente o que fazemos com as pessoas e com os sonhos. Muitas pessoas passam, algumas até se apegam, mas poucas pessoas vão mudar verdadeiramente nossa vida. Cabe a nós ter olhos atentos, olhos para ver o que é verdadeiramente de valor ou o que é ouro de tolo, que não nos leva a lugar algum. Mas, assim como o garimpeiro, sempre buscamos algo. O homem que abandona o garimpo, morre por dentro, definha. Não devemos parar de sonhar, nem de procurar pessoas que mudem nossas vidas. Mas, devemos fazê-lo inconscientemente. Não adianta procurar se vamos encontrar somente quando menos esperarmos.

Informação importante para viver: Azeitonas não nascem recheadas no pé.