Olha quem fala...

Minha foto
Salvador, Bahia, Brazil
Brasileiro. 20 anos. Nascido e criado em Salvador, Bahia. Filho de Paulo e Valdete. Tem cabelos pretos que, quando compridos, formam cachos. Pele morena. Tem por volta de 80 kg. Não tem certeza quanto à estatura, mas acha que está entre 1,68 e 1,70. Cursa Engenharia Elétrica no IFBA. Fala demais e dessa forma costuma esconder o que realmente quer dizer. Escreve por diversão, ou para extravasar. Tem medo de ser considerado arrogante ou convencido. É pessimista, mas está tentando mudar isso. Não usa nenhum tipo de droga, não bebe nem fuma. É vegetariano. Gosta de temas policiais, suspense e romance. Ele é besta.

sábado, 26 de dezembro de 2009

Páginas em branco

Hoje eu terminei de assistir Eureka Seven. São 50 episódios que valem a pena cada segundo (tenho que agradecer novamente à Hannah). Mas, ao fim, entrei novamente em um momento de reflexão - ultimamente, eles estão se tornando bastante freqüentes.
Na vida, estamos escrevendo em um caderno em branco. Se escrevemos o futuro, não sei, mas sei que cada momento do presente fica registrado de alguma forma e estas lembranças acabam se tornando o alicerce de sua personalidade.
No anime, as pessoas são comparadas sutilmente à cadernos em branco. Enquanto assistia, não percebi esta alusão tão diretamente, mas enquanto refletia, essa imagem foi frequente. Enquanto o personagem ia passando pelas mudanças, as informações eram registradas e, pouco a pouco, ele ganhava um ego. O mesmo acontece com todo mundo e me incluo nisso sem medo de errar.
Conversando com uma amiga, percebi que muitas coisas que eu jurava não interferir nas minhas ações presentes, na verdade são bastante presentes. Ela me falou que eu guardava alguns rancores de relacionamentos antigos. Pode-se perceber isso pelos meus textos, principalmente o "Promessas". Não prometo mais porque não acredito em promessas e isso ficou gravado no caderno de minha vida, mas tão calcado que marcou as páginas seguintes.
Algumas coisas são escritas tão fortemente que refletem pra sempre em seu futuro. É importante que aprendamos a escrever mais gentilmente em nossos cadernos da vida. Como? Ah, não faço a mínima idéia. Mas o que eu sei é que algumas pessoas ajudam você a escrever.
Tem gente que ajuda a escrever os bons momentos da sua vida. Estes momentos devem ser escritos com cuidado. Podem até pensar que eles são os que devem ser escritos de forma mais intensa, mas na verdade, a decepção de escrever bons momentos e depois vê-los afundar é maior que a alegria da lembrança. Por isso ouve-se falar que os momentos felizes são passageiros. Mas, da mesma forma devemos tratar os momentos tristes. Devemos ser bastante cuidadosos na escrita dos momentos tristes pois, uma vez escritos, serão frequentemente procurados como referência.
Entretanto, se pensarmos bem, escrever esses momentos assim, tão fracamente pode nos tornar vazios. Mas este é um fino equilíbrio que devemos alcançar. Existe uma linha tênue entre o esvaziamento sentimental e o cuidado nas lembranças. Eu sei porque estou tentando descobrir onde está o limite.
Corujão mais cedo hoje? Ah, e a propósito, I wish you a pagan Christmas!

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Antinatural

Algumas coisas precisam ocorrer naturalmente. Aliás, a grande maioria das coisas deve ocorrer assim, sem muito esforço por parte de quem o faz. Não, não é preguiça, nem papo de ocioso maldito. Eu só acho que certas coisas perdem sua beleza quando são forçadas a acontecer.
Descobri a duras penas que gostar de alguém não é um ato consciente. As vezes pode até parecer cômodo, ou seu coração pode dar uma bagunçada, mas no fim, não é natural. As coisas têm que seguir seu curso, assim como a água tem que correr no seu fluxo.
Tudo que é antinatural exige um esforço redobrado. Tentar acreditar em algo que não é verdade, observar fatos que não deveriam acontecer, cousas do tipo. Todavia, fico feliz ao observar fatos que deveriam acontecer, e as vezes me envergonho de ter agido contra a natureza, contra a minha natureza, de ter forçado um curso antinatural dos fatos. É como um rio que corre ao contrário, do mar em direção à nascente.
É impossível quebrar o fluxo dos fatos. E o mais legal é quando você percebe que, o fato que deveria fazer com que você se envergonhasse - o de agir contra a corrente - na verdade, fortaleceu o fluxo do rio, como uma pedra que tenta obstruir o curso e acaba fazendo com que a água corra mais rápido.
Vejo que devo permitir que o rio siga seu curso. E talvez, o que para mim pareça represado, na verdade aculuma um potencial inerente. Talvez eu só perceba isso quando estiver vendo correr o meu próprio fluxo.
Nossa! Texto um tanto obscuro. Relevem, por favor.